terça-feira, abril 19, 2011

O Mais Importante

No texto anterior eu postei um texto que diz que não nos tocamos realmente. Resolvei então criar um texto com base em uma conversa com @LeonardoC0 sobre isso tudo, então cheguei em uma conclusão.

O Mais Importante então é sentir. Se não tocamos as pessoas realmente, com as mãos, com o corpo. A Maneira mais sincera, aceitável e bonita é tocar o coração dela com emoções. Isso que deveria mesmo importar. Fazer a outra pessoa se sentir amada, fazer ela sentir dentro da pele coisas que não tem explicação.
Hoje em dia ouvimos direto de pessoas conhecidas, ou até mesmo a gente dizendo algo tipo isso:
"O toque dela(e) me deixa louca(o), o jeito que ele(a) me encosta, o beijo..."
Muitas pessoas e muitas vezes nós nos agarramos nisso. Depois do texto anterior, me fez pensar diferente. 
Se antes já era mais importante pra eu sentir, e os sentimentos, imagine agora?
Vivemos em um mundo tão materialista que nem podemos ao menos encostar realmente nas coisas que dizem ser nossas por terem sido comprada por nosso dinheiro, com nosso esforço. 
Isso forma um ciclo doentio, me faz crer mais em coisas que não vemos e só sentimos.
Tocar alguém dentro, lá no fundo do coração, passado a informação pelas veias e sangue, finalmente chegando a cabeça, e assim o olho traduz tudo isso com um belo brilho e talvez lágrimas. 
Isso é se sentir realizado, tocar a parte que realmente importa das pessoas, a parte mais vulnerável ao meu ver. 
Cair todos caem, passa alguns dias e melhoramos, agora a dor de um grande amor, ou de uma perda de quem amamos, isso acaba, desaba a gente.
E não levamos roupas eternamente, não levamos sapatos eternamente, não levamos nossos computadores eternamente. 
Mas vamos levar as lembranças, os sentimentos, as palavras ditas, as lágrimas derramadas e os risos que não tinham hora pra acabar.


@Artur_MOR

segunda-feira, abril 18, 2011

Não nos tocamos NUNCA.

Esse texto me deixou muito intrigado, e me fez pensar em mil e uma coisas. Vou posta-lo aqui porque vale a pena ler ele.

Não nos tocamos, nunca!

"É surpreendente o quanto o mundo em que vivemos é diferente do mundo no qual “imaginamos” viver.
Realidade é um substantivo feminino que indica algo real, que existe de fato. Virtual é antônimo de real e quer dizer: algo que não existe de verdade. Juntando esses dois substantivos antônimos criamos algo que pode ser definido como “uma forma de simulação da realidade”.
Uma primeira questão interessante sobre a realidade palpável de nosso dia- a-dia é que ela não é assim tão “palpável” quanto imaginamos. Quando abraçamos uma pessoa querida, temos a agradável sensação do contato, mas qual é realmente o contato que está ocorrendo?
Para simplificar um pouco, vamos pensar no “contato” simples da ponta do dedo indicador com a ponta do dedo polegar. Quando “encostamos” esses dedos temos a “sensação” do contato proporcionado pelo nosso sentido do tato. Porém, se observarmos esse contato em escala atômica, o que veremos realmente?
Átomos nunca se tocam de verdade! Quando aproximamos um dedo do outro, os átomos da extremidade de um deles repelem os átomos do outro. Isso ocorre por causa da repulsão elétrica dos elétrons das eletrosferas dos átomos. Se essa repulsão não existisse, os dedos penetrariam um no outro e não haveria nenhuma sensação de tato (nem de contato!). Na verdade o que interpretamos como sendo o “contato” entre os dedos nada mais é do que a deformação que um dedo provoca no outro para, justamente, impedir esse contato.
As partículas fundamentais que compõem nosso corpo e a realidade que nos cerca têm a incrível propriedade de não se tocarem jamais. Todos os fenômenos que observamos em nosso mundo se devem à interação “a distância” entre essas partículas, e nunca, de forma alguma, a qualquer forma de contato direto entre elas. Assim, um abraço é um conjunto de interações à distância que nos causa efeitos agradáveis, mas que não nos põe em contato com o outro de nenhuma forma ou, dito de outra maneira, todo abraço é um “abraço virtual”.
Quando as moléculas de nosso corpo tentam penetrar nas moléculas do corpo do outro, ocorre repulsão elétrica entre os elétrons das eletrosferas e isso impede o contato e nos causa deformações que nosso organismo transforma em impulsos elétricos e que, finalmente, nosso cérebro interpreta como “oba, abracei!”. A questão é: Se não ocorre contato, como ocorrem as interações físicas entre os corpos?
Resumindo: vivemos em um mundo onde não estamos em contato com nada, nem com nós mesmos; tudo o que vemos e com o que interagimos está em um tempo tanto mais distante no passado quanto mais distante de nós em metros e envelhecendo sempre mais lentamente que nós. Todas as nossas sensações (de tempo, espaço, força etc.) são “impressões” causadas em nós pelos demais corpos do universo, mas que não têm nenhuma relação com o universo atual, até porque o termo “atual” não faz nenhum sentido num universo em que cada um vive em seu próprio tempo."
A realidade virtual, o abraço e a ciência
José Carlos Antonio
@Artur_MOR

terça-feira, abril 05, 2011

Romance

Sei que ela gosta de mim, quer mais aventura do que romance, quer mais perigo do que o seguro. Mais incerto do que o certo.
Eu gosto dela, quero mais romance do que aventura, mais seguro do que perigo.  Mais o certo do que o incerto, mas quando a gente ama nem se tem tanta escolha assim. 
Quando a gente ama queremos sempre o mais, as maiores provas, mas nos "contentamos" com o pouco, desde que estamos ali com a pessoa. 
Eu amo os amigos que eu tenho, que me ajudam e me ajudaram. Obrigado.


@Artur_MOR

segunda-feira, abril 04, 2011

Abril

Logo eu que tenho o mundo só pra mim, que sou muito livre, posso fazer o que eu quiser. To preso a ti sem tu me prender, sem tu pedir pra eu ficar, sem tu sequer tocar na palavra saudade. Será que tem coisas que tu não
me diz, ou que tu não disse? Será que o amor que tu tanto falou é verdadeiro e forte? Só me passa dúvidas, e não tenho mais nada pra fazer. Já fiz de tudo, que eu podia e não podia. Ser feliz é difícil, tem que batalhar muito,
querer muito, e agora eu quero. O passado se fez MUITO presente na minha vida, quase sempre, até os 18 anos, como
pode mudar tanto? Agora sinto o passado diferente, não mais com medo, me agarrava nele. Nunca fui do futuro. To viciado no presente, no agora, e o que eu sinto agora é o que eu te falo sempre que te vejo.
Deus já fez o papel dele, foi te colocar no meu caminho, e foi muito estranho, do nada. Talvez nem era pra eu realmente te conhecer. Nós dois sabemos disso. Me fez crescer, entender mais, e deixar de entender mais coisas também,
Agora seria com a gente, pois nós mesmos fazemos nossa vida.

Mas o tempo, que é meu brother afu, vai te mostrar um dia tudo , e tu vai ver claramente, vai poder ser livre,
viver fora das sombras, sem esconder nada, nem mesmo o que sente, vai se sentir renovada. Isso que foi meu objetivo
contigo no começo, te fazer feliz, te fazer sentir coisas diferentes, pensar diferente, tu é muito mais.

@Artur_MOR