segunda-feira, abril 18, 2011

Não nos tocamos NUNCA.

Esse texto me deixou muito intrigado, e me fez pensar em mil e uma coisas. Vou posta-lo aqui porque vale a pena ler ele.

Não nos tocamos, nunca!

"É surpreendente o quanto o mundo em que vivemos é diferente do mundo no qual “imaginamos” viver.
Realidade é um substantivo feminino que indica algo real, que existe de fato. Virtual é antônimo de real e quer dizer: algo que não existe de verdade. Juntando esses dois substantivos antônimos criamos algo que pode ser definido como “uma forma de simulação da realidade”.
Uma primeira questão interessante sobre a realidade palpável de nosso dia- a-dia é que ela não é assim tão “palpável” quanto imaginamos. Quando abraçamos uma pessoa querida, temos a agradável sensação do contato, mas qual é realmente o contato que está ocorrendo?
Para simplificar um pouco, vamos pensar no “contato” simples da ponta do dedo indicador com a ponta do dedo polegar. Quando “encostamos” esses dedos temos a “sensação” do contato proporcionado pelo nosso sentido do tato. Porém, se observarmos esse contato em escala atômica, o que veremos realmente?
Átomos nunca se tocam de verdade! Quando aproximamos um dedo do outro, os átomos da extremidade de um deles repelem os átomos do outro. Isso ocorre por causa da repulsão elétrica dos elétrons das eletrosferas dos átomos. Se essa repulsão não existisse, os dedos penetrariam um no outro e não haveria nenhuma sensação de tato (nem de contato!). Na verdade o que interpretamos como sendo o “contato” entre os dedos nada mais é do que a deformação que um dedo provoca no outro para, justamente, impedir esse contato.
As partículas fundamentais que compõem nosso corpo e a realidade que nos cerca têm a incrível propriedade de não se tocarem jamais. Todos os fenômenos que observamos em nosso mundo se devem à interação “a distância” entre essas partículas, e nunca, de forma alguma, a qualquer forma de contato direto entre elas. Assim, um abraço é um conjunto de interações à distância que nos causa efeitos agradáveis, mas que não nos põe em contato com o outro de nenhuma forma ou, dito de outra maneira, todo abraço é um “abraço virtual”.
Quando as moléculas de nosso corpo tentam penetrar nas moléculas do corpo do outro, ocorre repulsão elétrica entre os elétrons das eletrosferas e isso impede o contato e nos causa deformações que nosso organismo transforma em impulsos elétricos e que, finalmente, nosso cérebro interpreta como “oba, abracei!”. A questão é: Se não ocorre contato, como ocorrem as interações físicas entre os corpos?
Resumindo: vivemos em um mundo onde não estamos em contato com nada, nem com nós mesmos; tudo o que vemos e com o que interagimos está em um tempo tanto mais distante no passado quanto mais distante de nós em metros e envelhecendo sempre mais lentamente que nós. Todas as nossas sensações (de tempo, espaço, força etc.) são “impressões” causadas em nós pelos demais corpos do universo, mas que não têm nenhuma relação com o universo atual, até porque o termo “atual” não faz nenhum sentido num universo em que cada um vive em seu próprio tempo."
A realidade virtual, o abraço e a ciência
José Carlos Antonio
@Artur_MOR

2 comentários:

  1. Pesquisei sobre o assunto é pensei:
    Se não encostamos em nada porque posso me cortar com uma faça?
    As a explicação da deformidade causada justamente pra evitar o contato que vc usa no exemplo dos dedos caiu como uma luva.
    Muito boa a matéria.
    Física Quântica é foda

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  2. Pesquisei sobre o assunto é pensei:
    Se não encostamos em nada porque posso me cortar com uma faça?
    As a explicação da deformidade causada justamente pra evitar o contato que vc usa no exemplo dos dedos caiu como uma luva.
    Muito boa a matéria.
    Física Quântica é foda

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