Ele sentia um amor intenso em cada esquina que passava, desde crianças andando de skate a velhos sentados
no banco da praça alimentando as pombas. Não tinha mais rumo, só tinha um ramo, seu ramo era roubar, mas só roubava por não poder amar. Na sua mente cheia de malícia ainda rolava os sentimentos antigos de quando
sua casa ainda existia, mas vinha junto aquele sentimento de cama vazia, que o ódio trazia.
Vento muito forte no seu rosto, suas roupas rasgadas, em cada loja que parava, era expulso mesmo sem fazer nada. Nem comida nem passagem, só pessoas de passagem, olhando com olhos acomodados o sofrer da pessoa que não tinha comida e nem passagem. É bem mais fácil fingir que não vê, depois toma assalto e recorre a tv, as câmeras filmando a pura miséria.
Geral assiste, moleque triste, tem raiva por dentro mas não sabe do que. Anos na rua ensinaram a ele, que quem é fraco não dura, a noite caia, e volta o sentimento da cama vazia.
Não tinha opção, fome de leão, se escondeu na praça , papel de ladrão. Roubar ele roubava, mas tinha amor por dentro, por isso selecionava, as pessoas que "mereciam" ser assaltadas.
Passou um homem de maleta, óculos, relógio caro, e era da raça. Da raça que ele odiava, a raiva que já vinha enraizada nas veias. "Ei branquelo passa a maleta, se não me der eu vou atirar!"
"Moço não faça, pra que tudo isso? A minha resposta é não, vai pegar o buzão e ir para a casa raça"
O Amor não deixava mentir, blefava blefava e não conseguia, branquelos riquinhos! Ele sempre fugia.
E qual é o futuro? Morrer de fome, tentar não ser preso ou virar gente normal?
Pessoas não deixam ele virar normal, se não oferecem a ele nem um pão e mingau, quem vai dar moradia, trabalho ou vender jornal?
Deitado no frio, ele se arrependia, só conseguia pensar na cama vazia.
5 Anos Depois
Chegou na favela, com a roupa mais bela, pegou a donzela do chefe do morro. Causou a guerra, por ela fizera, tamanha bobagem que até morreu novo. Jogado no chão,com tiro de oitão, foi que o chefão, mandou lhe queimar.
Agora no céu, a visão voltava, de longe avistava uma coisa de abalar.
Ele via ali, a cama vazia, e agora tinha, um lugar pra ficar.
@Artur_MOR
Geral assiste, moleque triste, tem raiva por dentro mas não sabe do que. Anos na rua ensinaram a ele, que quem é fraco não dura, a noite caia, e volta o sentimento da cama vazia.
Não tinha opção, fome de leão, se escondeu na praça , papel de ladrão. Roubar ele roubava, mas tinha amor por dentro, por isso selecionava, as pessoas que "mereciam" ser assaltadas.
Passou um homem de maleta, óculos, relógio caro, e era da raça. Da raça que ele odiava, a raiva que já vinha enraizada nas veias. "Ei branquelo passa a maleta, se não me der eu vou atirar!"
"Moço não faça, pra que tudo isso? A minha resposta é não, vai pegar o buzão e ir para a casa raça"
O Amor não deixava mentir, blefava blefava e não conseguia, branquelos riquinhos! Ele sempre fugia.
E qual é o futuro? Morrer de fome, tentar não ser preso ou virar gente normal?
Pessoas não deixam ele virar normal, se não oferecem a ele nem um pão e mingau, quem vai dar moradia, trabalho ou vender jornal?
Deitado no frio, ele se arrependia, só conseguia pensar na cama vazia.
5 Anos Depois
Chegou na favela, com a roupa mais bela, pegou a donzela do chefe do morro. Causou a guerra, por ela fizera, tamanha bobagem que até morreu novo. Jogado no chão,com tiro de oitão, foi que o chefão, mandou lhe queimar.
Agora no céu, a visão voltava, de longe avistava uma coisa de abalar.
Ele via ali, a cama vazia, e agora tinha, um lugar pra ficar.
@Artur_MOR
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